Os paradigmas dos processos seletivos

Os processos de recrutamento e seleção estão cada vez mais desafiadores. Esse artigo visa trazer uma grande reflexão para os envovlidos no processo.

 

 

            Essa onda mercadológica de desemprego está expondo uma grave falha nos processos de recrutamento e seleção. Uma falha muito importante e que de certo modo pode e deve ser corrigida de maneira simples. Este artigo abordará essa temática de forma reflexiva.

            Se você que está lendo já participou de processos seletivos, tem como constatar que em sua maioria, a metodologia do procedimento é complicada de entender. Existem fases e fases sem fundamento algum para ambas as partes. Cito: entrevistas repetitivas, demora excessiva e até falta de feedback ao final do processo.

            É importante salientar que os processos de recrutamento e seleção tem um fluxo científico correto. Ainda que ele possa ser alterado para atender às customizações necessárias pelo mercado. Informo que as adequações estão fazendo o fluxo perder o sentido e a essência. Existem princípios que devem ser seguidos. Por exemplo o princípio da transparência. Obviamente que não há uma fiscalização e nem uma punição direta para quem descumpre. Occore que os candidatos que precisam se submeter aos processos observam isso e comentam com várias pessoas. Nas voltas da vida, ou seja, época de “vacas gordas”, sua empresa será esquecida. A fama se propaga. Ninguém sabe os critérios reais da seleção, ou seja, quando é o começo ou o fim do processo, nem quem será o decisor final, ou seja, se será a empresa fim ou a meio (terceirizada que conduz o processo). Isto dentre outros aspectos. Existem ainda questionamento como: Como o candidato será comunicado? Por whatsapp, e-mail, Skype ou telefone? Registro que já vi empresa se comunicando pelos meios mais esquisitos possíveis. Ponto de atenção.

            Outro princípio importante é a humanização do processo. Você acha justo dizer que o prazo para a resposta é em 3 (três) dias e retornar para o candidato em 15 (quinze)? As vezes nem retornar? Como as pessoas se sentem durante esse período? Para algumas empresas são só números, mas na verdade quando olhamos o outro lado da moeda verificamos vidas, carreiras e sonhos.

            Já sabemos que há uma tensão natural no processo, mas a falta de zelo e diligência ocasiona muitos problemas para quem participa. Por exemplo existem momento que o candidato fica impedido de participar de outros processos por falta de respostas, ou até perde algumas oportunidades. Tem as exceções, claro!

            Existe ainda outro ponto que é fazer o candidato peregrinar preenchendo currículos em formatos específicos, uma vez que cada empresa tem um “modelo”. Deixar a vaga aberta para aplicação quando na verdade já foi preenchida. Fazer várias entrevistas repetitivas. Selecionar os amigos, não profissionais, sem habilidades e competências. Faltar com informações imprescindíveis. Dinâmicas sem sentido e no final chegar na fase final para mais uma entrevista e sentar com o gestor e ele perguntar coisas básicas que estão no seu currículo e provar que ele não leu nada. Pasmem isso é muito normal.

            Enfim, vejo várias pessoas sofrendo muito em processos desorganizados e “desprofissionalizados”. Acredito que a aplicação, por exemplo dos dois princípios básicos mencionados já ajudaria bastante. Lembre que um dia poderá ser você.

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